Na foto, o presidente do Sindest, Fábio Pimentel, que falou em ‘live’ sobre representação política

A maioria dos representantes dos trabalhadores no congresso nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais não representam os trabalhadores, mas sim empresários e outros segmentos.
Da mesma forma, a maioria dos presidentes, governadores e prefeitos. A observação é do presidente do sindicato dos 12 mil servidores estatutários e 6 mil aposentados de Santos (Sindest), Fábio Pimentel.
Na noite de segunda-feira (30) ele recebeu, na ‘live’ semanal da entidade, o presidente do sindicato dos empregados em edifícios da cidade (Sindedif), José Maria Félix, pré-candidato a deputado estadual (SDD).

Sofrência
na política

Junto com o diretor de comunicação do Sindest, Daniel Gomes, e a diretora financeira do sindicato dos servidores municipais de São Vicente, Mara Valéria Giangiulio, eles conversaram sobre as eleições deste ano.
“Não tem cabimento sofrermos tanto nas mãos dos políticos enquanto somos a maioria da força produtiva”, disse Fábio, que defende o voto dos trabalhadores em candidatos da classe trabalhadora.
É por isso, segundo ele, que o sindicato tem feito, e continuará fazendo, a série de programas ao vivo, pelo Facebook e Youtube, com pré-candidatos trabalhadores a deputado federal e estadual.

Sangue
nos olhos

“Somos maioria enquanto trabalhadores, mas minorias nos legislativos”, disse Félix. “Por isso estou pré-candidato, com sangue nos olhos, para defender principalmente a nossa classe”.
Daniel disse que a importância das ‘lives’ está no fato de mostrarem aos servidores que há trabalhadores em quem votar, deixando de lado empresários e outros segmentos de interesses contrários.
Mara reforçou o raciocínio dos demais: “Temos trabalhadores para votar, comprometidos com a nossa classe. É entre eles que devemos procurar nossos candidatos para não haver arrependimentos”.

Virtuais
portarias

Entre outros assuntos, Félix quer repercutir, em sua campanha e mandato, caso seja eleito, um problema grave para a sua categoria: as portarias virtuais em edifícios e condomínios.
O sindicalista destacou que o mecanismo desemprega, gera insegurança e não barateia o condomínio. Segundo ele, o sistema está cada vez mais comum e perigoso.
Fábio e Daniel aproveitaram a ‘live’ para destacar uma vitória do departamento jurídico do Sindest, que foi a entrega, na segunda-feira, de uma cadeira de rodas motorizada ao associado Antônio Pedro Gonçalves.

Liberdade e
independência

Tetraplégico, guarda municipal aposentado, Gonçalves procurou o sindicato porque a burocracia municipal estava demorando para lhe entregar o equipamento garantido por lei.
Os diretores do Sindest Carlinhos Nobre e Pedro da Matta, assim como o escritório do advogado Luiz Gonzaga Faria, se empenharam na campanha e Gonçalves ficou muito contente com o resultado.
Seu problema foi decorrente de uma cirurgia da coluna, restringindo-o à cama e a uma cadeira de rodas mecânica. Isso o deixava sempre na dependência de alguém que empurrasse o equipamento.

Negociação
de data-base

Agora, com a cadeira motorizada, ele mesmo opera o mecanismo, o que aumentou sua mobilidade e liberdade. “Foi realmente um momento marcante”, disse Fábio no programa.
Também na ‘live’, os dirigentes do Sindest adiantaram que, na tarde desta terça-feira (31), terão mais uma negociação da segunda fase da campanha salarial dos servidores.
O resultado da reunião será detalhado pelos canais de comunicação do sindicato, durante a semana, e abordado na ‘live’ da próxima segunda-feira (6), quando serão apresentados outros pré-candidatos.

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