Opinião é do diretor de comunicação do Sindest, Daniel Gomes, na foto

Os sindicatos terão que promover ampla mobilização de suas categorias, públicas e privadas, após as eleições de outubro, para evitar o desmonte dos serviços prestados pelo estado.
Isso porque o presidente da câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), quer colocar em votação, ainda neste ano, a proposta de emenda constitucional (pec) 32-2020, do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O diretor de comunicação do sindicato dos 12 mil servidores municipais estatutários e 6 mil aposentados de Santos (Sindest), Daniel Gomes, defende que “os trabalhadores se preparem desde já”.

Desmonte
dos serviços

A ‘pec’, segundo o sindicalista, “desmantela os serviços públicos como os de saúde, educação e segurança, além de revogar direitos do funcionalismo. Agride a população e os servidores”.
O dirigente lançou o tema em debate, na noite de segunda-feira (23), em mais um programa ao vivo do Sindest, pelo Facebook e Youtube, com pré-candidatos a deputado federal e estadual.
Daniel explicou que Arthur Lira pretende pautar a matéria para novembro, logo após as eleições de outubro, submetendo-a à votação do atual congresso nacional, cujos integrantes estarão reeleitos ou não.

‘Basta’
rearticulado

“Conseguimos adiar a votação, ainda no ano passado, por meio de um movimento nacional dos sindicatos de servidores. Os parlamentares ficaram com medo de aprovar a ‘pec’ e não se reelegeram”.
O presidente do PDT paulistano e pré-candidato a deputado federal, Antônio Neto, convidado da ‘live’, concordou com Daniel e disse que o risco de aprovação da medida, neste ano, precisa ser afastado.
Ele acha, como o diretor do Sindest, que deve haver ampla mobilização dos sindicatos e das centrais para evitar que isso aconteça. Para eles, é fundamental a rearticulação do movimento ‘basta’.

Um Lula,
outro Ciro

Esse movimento, segundo Neto, teve enorme repercussão no congresso nacional, em 2020, 2021 e 2022, e foi determinante para os deputados suspenderem as votações da ‘pec’ em plenário.
Carlos Augusto dos Santos ‘Carlão’, primeiro secretário do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo e secretário-geral da central Força Sindical no estado, pré-candidato à assembleia legislativa, também estava na ‘live’.
“Se o atual congresso nacional se reeleger majoritariamente, com certeza causará grandes problemas a partir de 2023”, disse ele, que apoia Lula para presidente, enquanto Neto defende Ciro Gomes.

Maus políticos
revogam direitos

“Maus políticos no parlamento só servem para tirar direitos e diminuir poder aquisitivo dos trabalhadores. Infelizmente, os políticos não entendem que não podem trabalhar contra o povo”, disse Carlão.
Neto lamentou que os sindicatos sempre apoiaram aliados que depois se viraram contra os trabalhadores. E defendeu que os trabalhadores votem em trabalhadores.
O diretor do Sindest Pedro da Matta também participou da ‘live’ e, junto com o jornalista e apresentador Willian Ribeiro, fez perguntas aos convidados. A série continuará na próxima segunda-feira (30).

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