Na foto, boletim de sindicalização dos servidores municipais estatutários

A direção do Sindest está preocupada com a conduta da prefeitura de Santos nas negociações para a segunda fase da campanha salarial, que começaram na quinta-feira da semana passada (31).
Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores estatuários e 6 mil aposentados. “Não senti muita firmeza na primeira reunião”, disse o diretor de comunicação, Daniel Gomes, na segunda-feira (4).
Ele participou de programa ao vivo da entidade, pelo Facebook e Youtube, com o presidente Fábio Pimentel e o diretor Carlinhos Nobre. “A categoria tem que se mobilizar”, disse o sindicalista.

Nos locais
de trabalho

Daniel explicou que a diretoria tem ido diariamente aos locais de trabalho, em campanha de sindicalização, aproveitando para esclarecer o funcionalismo sobre as possíveis dificuldades nas negociações.
Ao dizer que não sentiu firmeza no secretário municipal de gestão, Rogério Custódio, na primeira rodada, ele referiu-se basicamente à solicitação de veto do prefeito a matéria aprovada na câmara de vereadores.
Trata-se de emendas à Lei 27-2021 prejudiciais aos trabalhadores, entre elas as que dizem respeito ao auxílio-doença, licença-acompanhante, condicionalidades para obtenção da estabilidade e licença médica.

Desumanas e
inconstitucionais

As emendas, de autoria do legislativo em projeto de lei do prefeito Rogério Pereira (PSDB), que originalmente extinguia o auxílio-esposa, com o que concordam os sindicalistas, foram bastante criticada na ‘live’.
Fábio disse que as emendas são desumanas e inconstitucionais, já que os vereadores não podem legislar sobre o assunto. E questionou de onde os parlamentares “tiram essas ideias”.
Fábio, Daniel e Carlinhos explicaram que as negociações, para a data-base de fevereiro, tem 47 pontos aprovados e protocolados em outubro de 2021. Vão de pecúnias atrasadas à mudança de letras.

Ganho inferior a
um salário mínimo

Sobre os níveis salariais, Daniel advertiu que, caso não sejam revistos, haverá servidores ganhando menos que um salário mínimo em 2023, “o que seria absurdo numa cidade da importância de Santos”.
Carlinhos disse que a prefeitura “brinca com a saúde do servidor e também da população”, reiterando denúncia de que os veículos de remoções de pacientes não são higienizados.
O dirigente reclamou da diária de R$ 30 para refeição dos motoristas dessas remoções em viagens para a capital e interior do estado, muitas das quais consomem mais de 12 horas de trabalho.

Só pensam
em tirar direitos

Carlinhos também reclamou das condições de trabalho no prédio do Poupatempo, onde a temperatura chega a 28 e até 30 graus. “Os gestores só pensam em tirar direitos do funcionalismo”.
A primeira fase da campanha resultou na aprovação de projeto de lei complementar 9-2022, do prefeito, reajustando os salários e benefícios em 10,06%, que foi aprovado na câmara em 15 de março.
As negociações dos demais itens irão até setembro e, nesse meio tempo, a prefeitura deverá propor novo reajuste para compensar perdas salariais restantes, de aproximadamente 10%.

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