Na foto, ‘card’ do sindicato dos servidores estatutários sobre a campanha salarial

A simples utilização de um ‘bóton’ da campanha salarial pode causar um impacto devastador, para a prefeitura, nas conversações sobre a data-base da categoria, que devem começar já neste final de ano.
A diretoria do sindicato dos 12 mil servidores municipais estatutários e 4 mil aposentados de Santos (Sindest) defende que, se cada um usar o acessório, o prefeito Rogério Pereira (PSDB) sentirá o efeito.
“Se o trabalhador usar o objeto, bonito, amarelo, redondo, não precisará agitar bandeiras ou faixas na unidade de trabalho”, diz o diretor de comunicação da entidade, Daniel Gomes.
Em ‘live’ pelo Facebook e Youtube, na noite de segunda-feira (8), com o presidente Fábio Pimentel e os diretores Carlinhos Nobre e Pedro da Matta, ele insistiu na utilização do broche.

Pedir
esmola

“O pessoal não estará ofendendo nem pedindo esmola a ninguém. Não estará falando mal do prefeito nem de vereador. Só estará reivindicando dignidade. Será o carro-chefe da nossa luta”, disse Daniel.
A palavra ‘esmola’, porém, foi citada no programa por Carlinhos Nobre, como sinônimo de ‘ajuda’. “É isso que muito servidores estão pedindo para pagar o aluguel e outros custos”.
“Enquanto isso”, ressaltou o diretor de assuntos profissionais, “a prefeitura tem dinheiro sobrando, pois recebeu muito e não gastou durante a pandemia. Pena que os prefeitos não respeitem os servidores”.

Problemas
com a saúde

Fábio Pimentel, por sua vez, ressaltou que, além de dificuldades financeiras, a categoria tem enfrentado muitos problemas com a saúde, prejudicada pelas preocupações cotidianas.
“Não bastasse”, disse o presidente, “a família servidora vem sendo pessimamente atendida pela Capep” (autarquia que presta assistência à saúde do funcionalismo e seus dependentes).
Isso acontece, segundo ele, porque a instituição não se sustenta com os baixos salários pagos pela prefeitura e respectivas contribuições bipartites. “Perdemos um quarto de poder aquisitivo em três anos”.

Sangue
nos olhos

Carlinhos confirmou que chegam muitas queixas ao sindicato sobre demora na marcação de consultas, exames, tratamentos e cirurgias. “Os prefeitos tripudiam sobre a nossa saúde”, completou Fábio.
Segundo Daniel, milhares de servidores estão enfiados em cheque especial, com prestações atrasadas, devendo para bancos e agiotas. “As perdas são enormes e temos de recuperá-las”.
Ele disse que muitos diretores e servidores “estão com sangue nos olhos para fazer uma campanha salarial de luta. Vamos para as bases, parar equipamentos e conversar com a categoria”.

A partir de 12 de
janeiro, protestos

A primeira assembleia após as festas de fim de ano, para avaliar as negociações com a prefeitura e a mobilização do funcionalismo, será em 6 de janeiro. Ela será convocada por panfletos a partir da próxima semana.
“O prefeito tem que visualizar o descontentamento da categoria com a utilização dos ‘bótons’. Isso é fundamental”, disse Fábio. “A participação de todos na campanha é uma necessidade”.
Em reunião ampliada nesta quarta-feira (10), a diretoria definirá a forma de protesto a ser feito, a partir de 12 de janeiro, caso não haja resposta satisfatória da prefeitura.

São 47
reivindicações

A pauta de 47 reivindicações foi encaminhada ao prefeito e ao presidente da câmara de vereadores, Adilson Júnior (PP), em 29 de outubro, depois de aprovada na assembleia do dia 27.
O funcionalismo reivindica reajuste salarial de 23,38% para recompor três índices inflacionários: 4,19%, 4,56% e 13,25%, correspondentes a 2020, 2021 e 2022.
O sindicato reivindica também aumento real de 10% e cesta-básica de R$ 600, corrigida mensalmente, além de vale-refeição diário de R$ 35, totalizando R$ 1.050 no mês.

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