Na foto, presidente do Sindest, Fábio Pimentel, que participou de ‘live’ na noite desta terça-feira

Nem todos os servidores da prefeitura de Santos que trabalham na linha de frente contra a covid-19 estão vacinados. São das áreas de saúde, segurança e assistência social.
Também nem todos os professores e demais profissionais da educação, que trabalharam presencialmente nas escolas e creches até a semana passada, foram imunizados.

Cozinheiro morto
seria professor em breve

Um cozinheiro do setor morreu neste final de semana. Era um jovem, saudável, aprovado em exame interno para professor de língua portuguesa, função que exerceria em breve.
Segundo o diretor de comunicação do sindicato, Daniel Gomes de Araújo, professor, o cozinheiro era da prefeitura, prestava serviços numa escola estadual e formou-se em letras.
Essas e outras informações foram veiculadas na ‘live’ do sindicato dos estatutários (Sindest), no Facebook e Youtube, na noite desta terça-feira (16), sobre segurança, higiene e medicina do trabalho.
O diretor Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’ fez a primeira intervenção sobre as vacinas e disse que a escassez se deve também a procedimentos irregulares.
Segundo ele, pessoas que não estavam na lista de prioridades acabaram sendo imunizadas por protecionismos, causando déficit de doses para os profissionais realmente prioritários.

Morte por
covid tem ‘cat’?

A diretoria Lenina Bento da Silva, que relatou na caixa de mensagens da ‘live’ o caso do cozinheiro, fez algumas perguntas ao entrevistado da noite, Antônio Luiz Borges.
Borges é chefe da seção de segurança do trabalho (Sesetra) da prefeitura. E Lenina, professora de educação física, foi a integrante da ‘cipa’ mais votada sucessivamente na sua história.
Cipa significa comissão interna de prevenção de acidentes e Borges destrinchou, nos mais de 60 minutos da ‘live’, vários pontos encaminhados por diretores do sindicato e servidores.
À pergunta de Lenina se morte por covid exige preenchimento de ‘cat’ (comunicação de acidente de trabalho), Borges respondeu que o óbito deve ser informado ao setor de medicina do trabalho.
Segundo ele, o falecimento por efeito do novo coronavírus “pode não ser um acidente de trabalho, mas pode ser uma doença profissional. O parecer cabe ao médico”.

Quase 3 mil
mortes em um dia

A primeira pergunta do programa coube ao presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, que se declarou indignado por não haver ‘cipa’ no setor de saúde municipal.
Borges esclareceu que o processo eleitoral da comissão na secretaria já está em andamento. Segundo Fábio, a saúde é um setor de grande ocorrência de acidentes e doenças profissionais.
Os participantes mostraram-se bastante preocupados com os números da pandemia referentes às últimas 24 horas: 2841 mortes no Brasil, 679 no estado paulista.
Essas informações foram complementadas por Daniel Gomes. Somente em Santos, no mesmo período de um dia, segundo ele, morreram 25 pessoas. “Isso mostra os riscos que a categoria corre”.
Fábio fez um apelo aos servidores e à população para que se resguardem e protejam, respeitando os protocolos de isolamento, distanciamento, utilização e máscaras e higienização das mãos.

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