Na foto, a presidenta da caixa de assistência à saúde do servidor, Gilvânia Álvares, que participou de ‘live’ do Sindest nesta terça-feira

A caixa de assistência à saúde do servidor público municipal de Santos (Capep), mantida pela categoria e prefeitura, não será privatizada ou transformada em plano de saúde particular.
Foi o que disse a presidenta da autarquia, Gilvânia Karla Nunes Beltrão Álvares, em ‘live’ do sindicato dos 12 mil funcionários estatutários e 4 mil aposentados (Sindest), na noite desta terça-feira (23).
Das 19 às 20h10, ela foi sabatinada por três diretores do sindicato, diversos associados que participaram do ‘chat’ de mensagens no Youtube e Facebook, sobre diversos assuntos relacionados à caixa.
Segundo ela, o prefeito anterior e o atual, Paulo Alexandre Barbosa e Rogério Santos, ambos do PSDB, não falaram em privatizar ou substituir a autarquia por um plano de saúde.
“Ao contrário, os dois me orientaram a organizar e modernizar a Capep para oferecer um serviço de qualidade. E é nesse sentido que estamos trabalhando arduamente”, disse.
Funcionária de carreira da prefeitura há 27 anos e oriunda do SUS (serviço único de saúde), Gilvânia assumiu a presidência da Capep em 18 de maio passado, no começo da pandemia do novo coronavírus.

Organizar e
profissionalizar

“Assim que cheguei, vi a necessidade de organizar e profissionalizar o sistema, fazer um trabalho de equipe e sempre atendendo às exigências do tribunal de contas”, lembrou.
Sua prioridade inicial foi relacionada à oncologia. “O câncer não pode esperar. Conheci vários colegas que passaram pelo problema, sempre com muitas dificuldades, perdidos no meio do caminho”.
Ela trabalha com uma equipe enxuta de 32 pessoas para atender 111 clínicas, 160 médicos, seis hospitais e 26 mil mutuários. Por isso, sugere sua ampliação ao prefeito.
Ela revelou que, em 2018, a arrecadação foi de R$ 84 milhões e meio. Em 2019, de R$ 88 milhões e meio. E, em 2020, R$ 86 milhões 206 mil, com déficit de R$ 2 milhões e 300 mil.
Em 2020, por falta de reajuste salarial e de gastos hospitalares com internações pela covid-19, a situação da Capep foi preocupante. Só com a Santa Casa, o gasto pulou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.
A dívida, no início de 2020, era de R$ 12 milhões 633 mil. E foi reduzida, no começo de 2021, para R$ 10 milhões 657 mil. “Agora, precisamos acabar com essa dívida”.

Novos
contatos

Durante a ‘live’, Gilvânia divulgou, em primeira mão, os novos contatos da Capep, a partir de domingo (28). A prioridade será o whatsapp pelos números 3205-5029 e 3205-5039, que também atendem como telefone comum. E e-mail protocolo@capepsaude.com.br . Horário de atendimento: 9h15 as 16h30, de segunda a sexta-feira.

Correção do
texto anterior

O texto que anunciou a ‘live’ registrou que, em 2020, a prefeitura aumentou de 12% para 14% do salário-base a participação dos servidores com a Capep. E diminuiu de 4,5% para 4% da folha de pagamento a contribuição do executivo.
Na verdade, o reajuste de 12% para 14% ocorreu na contribuição do servidor com o Iprev (plano de previdência). A contribuição do funcionalismo com a Capep continua de 3%. A contribuição da prefeitura diminuiu de 4,5% para 4%.
Além disso, a contribuição da prefeitura não é sobre a folha de pagamento, mas em cima do salário-base do beneficiário titular da Capep. E não há contribuição da prefeitura em relação ao servidor não beneficiário da caixa.

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