Na foto, Fábio Pimentel, presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais

Os funcionários públicos municipais, estaduais e federais devem aprimorar a organização e se mobilizarem na luta contra duas medidas do governo federal em prejuízo da categoria.
Uma delas é a reforma administrativa encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro ao congresso nacional, no segundo semestre de 2020, que revoga direitos da categoria e desmonta os serviços públicos.
A segunda medida contra os servidores é o projeto de emenda constitucional (pec) que vem sendo articulado, também desde o ano passado, para reduzir os salários em até 25%.
O alerta foi feito pelo presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Marcelo Pimentel, no encerramento da ‘live’ semanal desta terça-feira (9) à noite.
Após detalhada explicação sobre o funcionamento do Samu (serviço de atendimento móvel de urgência), o sindicalista desabafou: “Esse é um dos serviços públicos essenciais que o governo quer desmontar”.
A explanação foi feita pelo convidado especial da ‘live’ Washington Miranda, enfermeiro e professor universitário de enfermagem, especialista em atendimento pré-hospitalar (aph).

Dignidade
da população

Por cerca de uma hora e meia, o profissional alavancou a audiência do programa, inclusive com muita participação do público externo, expondo os meandros do atendimento pelo Samu.
“Agora que Bolsonaro conseguiu eleger os presidentes da câmara e do senado, tentará aprovar rapidamente a reforma administrativa no congresso nacional”, advertiu Fábio.
“É contra os trabalhadores públicos como esses do Samu, e de todos da saúde que lutam contra a pandemia do novo coronavírus, que o governo federal se volta agora”, disse o presidente do Sindest.
O diretor do sindicato Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’ ponderou que “muita gente imagina o funcionário público como aquele cara que está no gabinete, com ar condicionado, sem nada fazer”.
“Esquecem”, continuou o sindicalista, “que os profissionais qualificados do Samu são servidores, assim como professores e todos que atendem com dignidade a população”.

Sem
terceirizar

Fábio lembra que, em audiência no dia 22 de janeiro, o secretário municipal de saúde, Adriano Catapreta, garantiu-lhe e a outros diretores do sindicato que o Samu não será terceirizado.
Na mesma audiência, o secretário reativou o processo, arquivado em 2020, que cria o cargo de condutores de ambulâncias, antiga reivindicação do sindicato.

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