Sindicato dos servidores estatutários continua mobilizando a sociedade
contra terceirização no setor. Na foto, Fábio Pimentel, de máscara branca,
presidente do Sindest

O fato do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ter suspendido a portaria que chamava organizações da sociedade civil (oscs) para substituir professores estatutários e especializados na inclusão de crianças com deficiência na rede pública não significa muito se ele apenas fizer modificação pontual no documento.
Essa modificação, conforme o prefeito admitiu neste final de semana, seria principalmente sobre a escolaridade exigida dos substitutos contratados pela ‘osc’ vencedora do certame. Isso, para o presidente do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, “não é o mais importante nessa polêmica”.
“De que adianta exigir nível universitário e até especializado dos terceirizados, e não apenas ensino médio, se a terceirização será mantida?”, questiona o sindicalista. “O problema maior é justamente a terceirização.
Queremos, isto sim, a criação do cargo de mediador na carreira educacional e realização de concurso público para preenchimento das vagas”.

Em defesa
da população

Por isso, o Sindest insiste na mobilização da câmara municipal, conselhos tutelares, representações de pais e mestres, além de outros setores da sociedade contra a terceirização não apenas no segmento educacional, mas em todos os serviços públicos. “Não queremos o desmonte o estado, mas o seu fortalecimento”, diz Fábio.
Na sexta-feira (4), o sindicato enviou ofício à secretária municipal de educação, Cristina Abreu da Rocha Barletta, requerendo a revogação da portaria que publicou no diário oficial de segunda-feira da semana passada (30), chamando as ‘oscs’ para atuarem na intermediação. À noite, abordou o assunto em ‘live’ no Facebook e Youtube.
“A suspensão da portaria é uma vitória de todos que lutaram contra ela”, diz o presidente do Sindest. “Essas forças estarão cada vez mais unidas para defender os interesses não apenas corporativos dos servidores, mas os próprios serviços públicos e, em primeira instância, da população usuárias desses serviços”.

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