Na foto, presidente do sindicato dos servidores estatutários, Fábio Pimentel, fala do pó de pirlimpimpim

Com data-base em fevereiro, o sindicato dos 12 mil servidores estatutários e 4 mil aposentados de Santos (Sindest) fez assembleia, na noite de quinta-feira (26), para definir novas reivindicações.
O presidente da entidade, Fábio Marcelo Pimentel, lembra que a pauta de 2020 ainda está pendente e diz que a assembleia apenas agregou valores de correções salariais e de benefícios para 2021.
A campanha foi debatida em ‘live’ do sindicato, na noite de sexta-feira (27). O dirigente explicou que o documento requerendo a abertura de negociações será encaminhado apenas em janeiro.
Isso porque o atual prefeito, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), será substituído pelo sucessor eleito, Rogério Pereira dos Santos (PSDB), que deverá negociar a data-base com o funcionalismo.
“Vamos dizer ao novo prefeito que 2020 não foi apagado pelo pó de pirlimpimpim e que nossa meta é retomar as reivindicações esquecidas por Paulo Barbosa, com base em legislação bolsonarista”, disse Fábio.

Dissídio
no TJSP

Como a prefeitura suspendeu as negociações da campanha salarial no início da pandemia do novo coronavírus, o Sindest ajuizou ação no TJSP (tribunal de justiça de São Paulo) e aguarda julgamento.
“Embora tenhamos trabalhado contra Rogério na campanha eleitoral, respeitamos a democracia e sua eleição. Esperamos que seja melhor que o atual e que respeite o servidor”, disse Fábio.
O diretor de comunicação do sindicato, Daniel Gomes Araújo, disse na ‘live’ que, “se for esperto, o novo prefeito negociará seriamente a campanha salarial para administrar bem a cidade”.
“Ele não foi eleito pela maioria da população, mas sim por cerca de 30% dos votos válidos. Para se firmar como prefeito, ele precisará do servidor para prestar um bom serviço público”, disse o sindicalista.

Botezinho
pode encalhar

Seu raciocínio foi apoiado pelo secretário-geral, Donizete Fabiano Ribeiro.
Ele lembrou que 112.861 pessoas não foram às urnas, na eleição de 15 de novembro, número correspondente a 33,01% dos eleitores.
“Se todos ou quase todos desse enorme contingente tivessem votado, praticamente haveria segundo turno. E ninguém garante que Rogério seria eleito. Por isso, ele deve ficar esperto”, ponderou o sindicalista.
Fábio concordou com Daniel e Donizete: “O novo prefeito precisa muito dos servidores para seu botezinho eleitoral não encalhar. A categoria está disposta a fazer sua parte, mas quer ser reconhecida e valorizada”.
O diretor de relações sindicais, Pedro Rodrigues da Matta, disse na ‘live’ que o novo prefeito deve dedicar muita atenção à Capep (caixa de assistência à saúde do servidor).

Saúde
em perigo

Segundo ele, a autarquia tem dívidas acumuladas de R$ 11 milhões com hospitais, clínicas, fornecedores e credenciados. “A saúde da nossa família não pode ficar nessa insegurança”, disse.
Pedro lembrou que a Santa Casa já parou de fazer cirurgias eletivas (não urgentes) e disse que o mesmo pode acontecer com outros hospitais, deixando a saúde do funcionalismo “em perigo”.
O diretor de assuntos profissionais, Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’, por sua vez, disse na ‘live’ que o Iprev (instituto de previdência social dos servidores) também está em dificuldade.
“O Iprev tomou calote da prefeitura e o rombo terá efeito nas futuras aposentadorias. Na verdade, o prefeito Paulo Barbosa maquiou a cidade, com fins eleitoreiros, à custa do funcionalismo”.

Siga e Compartilhe
error0

Sem Comentários

Você pode postar primeiro comentário resposta.

Deixe Um Comentário

Por favor, insira seu nome. Digite um endereço de e-mail válido. Digite uma mensagem.