Na foto, presidente e diretores de sindicatos de servidores da região, com Rui De Rosis, nesta terça-feira

O presidente da câmara municipal de Santos, Rui de Rosis (psl), recebeu presidentes e diretores de sindicatos de servidores da região, em seu gabinete, na tarde desta terça-feira (24).

Eles foram pedir apoio do legislativo à campanha contra a proposta de emenda constitucional (pec) 32-2020, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), conhecida como reforma administrativa.

O presidente do sindicato dos estatutários de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, diz que os sindicalistas foram “muito bem recebidos” pelo vereador reeleito.

“Ele garantiu nunca ter votado contra os servidores e que não faria isso agora”, diz o sindicalista. “Temos, dessa forma, um aliado contra a reforma administrativa”.

De Rosis afirmou aos dirigentes que, se possível, ainda neste ano, convocará reunião dos sindicalistas com os demais vereadores. Caso contrário, se esforçará para que isso aconteça no início de 2021.

‘Não acredito em Rodrigo Maia’

“Abrimos a segunda porta para os fóruns de discussão necessários” diz Fábio. “Primeiro, com a câmara de Guarujá. Agora, com a de Santos. Marcaremos São Vicente, Cubatão e Mongaguá”.

O presidente do Sindest organiza um seminário virtual, por meio das redes sociais, para esmiuçar a reforma. O ‘webinário’, como ele costuma chamar o evento, “será o mais rápido possível”.

“Temos que preparar a luta para o ano que vem, se é que a votação da reforma no congresso nacional ficará para 2021”. Fábio não acredita no presidente da câmara federal, deputado Rodrigo Maia (dem).

“Ele anuncia a votação para 2021, mas isso pode muito bem acontecer após o segundo turno das eleições municipais, na calada da noite. Eles têm pressa em prejudicar os servidores, a população e o país”, diz.

Lutar contra o imperialismo

O presidente do sindicato de Guarujá, Zoel Garcia Siqueira, considerou boa a reunião com de Rosis e acha que Santos também aprovará moção de repúdio contra a reforma.

“A câmara de Guarujá foi a primeira a receber os sindicatos e aprovou a moção por unanimidade. Vamos agora nos esforçar para conseguir o mesmo em todas as cidades da região”, diz ele.

Zoel considera que a reforma obedece a determinações do capital financeiro internacional. Segundo ele, “o fundo monetário internacional (fmi) continua mandando no Brasil”.

“É uma luta muito difícil. Os trabalhadores já perderam duas. Uma foi a reforma trabalhista. A outra foi a previdenciária. O povo precisa se levantar contra o imperialismo”, diz o dirigente.

Praia Grande não apoia a luta

O presidente do sindicato dos servidores de Praia Grande, Adriano Roberto Lopes da Silva ‘Pixoxó’, que participou da audiência, lamenta que a câmara da sua cidade não tenha recebido os sindicalistas.

“Estivemos lá por duas vezes, mas não fomos recebidos, apesar de termos agendado com bastante antecedência e de termos confirmação”, reclama o sindicalista.

Lopes Pixoxó acredita que, com a nova composição do legislativo e definição da próxima mesa diretoria, os sindicalistas conseguirão ser recebidos para ganhar outro apoio à luta contra a reforma.

Na audiência com Rui de Rosis, o sindicalista pediu que ele transmita ao presidente da câmara de Praia Grande, Ednaldo dos Santos Passos (psdb), “bom espírito politico”

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