Na foto, o presidente Fábio Pimentel, que abordou o problema em ‘live’ do Sindest na sexta-feira

Quando a segunda onda de covid 19 chegar ao Brasil, Santos não estará preparada para neutralizá-la e não atenderá suas vítimas com eficiência na rede pública de saúde.
A opinião é do presidente do sindicato dos servidores municipais estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel. Em ‘live’ da entidade na sexta-feira, ele disse que “a situação é crítica”.
Segundo ele, o pronto-socorro da zona leste, no bairro Macuco, tem atendido de 100 a 120 pessoas por dia com diagnóstico da doença. O sindicalista revelou que 48 servidores estão internados em ‘UTIs’.
“E é como se nada estivesse acontecendo”, lamentou Fábio. O prefeito de Santos e de outras cidades, assim como governadores e o presidente Jair Bolsonaro, segundo ele, “fazem vistas grossas”.
“A intenção das autoridades, ao fingir que o problema não existe, é a de não prejudicar seus candidatos a prefeitos e vereadores nas eleições de domingo próximo (15)”, disse.

Números
preocupantes

O sindicalista lembrou que o número de pessoas internadas em unidades de terapia intensiva na rede privada de Santos subiu de menos de 50% no início da semana para 57%.
Segundo ele, havia 231 pessoas com sintomas da covid-19 internadas na rede hospitalar de Santos, sendo 137 moradores locais (59,3%) e 94 de outras cidades (40,7%).
Desse total, os 101 mais graves estavam em UTIs, sendo 59 residentes de Santos (58,4%) e 42 de outros municípios (41,6%). A taxa de ocupação hospitalar dos 631 leitos para covid-19 estava em 37%.
Nos 260 leitos de UTI, a taxa de ocupação era de 39%. Na rede privada, a taxa era de 57% e, no SUS, de 24%. O sindicalista disse na ‘live’ que “a situação é muito preocupante”.

Descaso
criminoso

Os diretores Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’ e Pedro Rodrigues da Matta estiveram no programa e revelaram que a prefeitura não oferece condições de segurança aos servidores contra a doença.
Segundo eles, há um processo para compra de máscaras preventivas do novo coronavírus parado há três meses. E os servidores têm que comprar seu próprio álcool em gel para higienizar as mãos.
Carlinhos e Pedro reclamaram ainda que o pessoal leva de casa produtos de limpeza para aplicar nos locais de trabalho e até papel higiênico, pois a prefeitura não fornece o material.
“Como enfrentar uma pandemia desse jeito?”, questionou o presidente do sindicato. “O descaso com o funcionalismo e com a população chega a ser criminoso”.

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