Na foto, presidentes e diretores de sindicatos do funcionalismo da região, na porta do legislativo praia-grandense, em 16 de outubro

Presidentes e diretores dos sindicatos de servidores de seis cidades da baixada santista e litoral estarão na câmara municipal de Praia Grande, às 10 horas desta terça-feira (27).
Eles tentarão mostrar ao presidente Ednaldo dos Santos Passos (PSDB) e demais vereadores os prejuízos que a reforma administrativa do governo federal, se aprovada, causará ao funcionalismo e à população.
O protesto, marcado para terça-feira passada (20), foi adiado porque a 34ª sessão ordinária tratou exclusivamente do projeto de decreto legislativo sobre as contas da prefeitura de 2018.
As sessões que discutem as contas do executivo têm somente essa matéria na ordem do dia. Dessa forma, não houve expediente dos vereadores, conforme o artigo 195 do regimento interno da câmara.
A manifestação será contra o fato de nenhum parlamentar ter comparecido ao plenário, na manhã de 16 de outubro, para receber os sindicalistas, conforme estava agendado.

Nota de
repúdio

“Nem o presidente Ednaldo compareceu, apesar de ter garantido que lá estaria”, reclama o presidente do sindicato local, Adriano Roberto Lopes da Silva ‘Pixoxó’.
Na quinta-feira (22), Pixoxó enviou nota de repúdio ao legislativo, lembrando que a audiência foi solicitada em 29 de setembro, sendo então designado o dia 16 de outubro.
A ausência dos parlamentares, diz a nota, “demonstra falta de urbanidade, respeito e compromisso dos vereadores com a luta em prol dos direitos dos servidores e, em consequência, com a população”.
Os sindicalistas falarão aos vereadores sobre os efeitos nocivos da reforma para os servidores federais, estaduais e municipais. Segundo eles, ela prejudica também os serviços públicos e a população.
“Não desistiremos da luta”, diz Pixoxó, que confirma a presença dos sindicatos de Santos, Guarujá, São Vicente, Cubatão e Mongaguá no ato desta semana.

Audiência
em Santos

Nesta segunda-feira (26), o secretário-geral e o diretor de assuntos profissionais do sindicato dos estatutários de Santos (Sindest) estiveram no gabinete do presidente da câmara, vereador Rui de Rosis (PSL).
Donizete Fabiano Ribeiro e Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’ foram pedir resposta a ofício mandado anteriormente para solicitar audiência com os vereadores sobre a reforma administrativa.
A assessoria de Rui explicou aos sindicalistas que a agenda do vereador está comprometida por atividades da campanha eleitoral e sugeriu que a audiência ficasse para depois da eleição de 15 de novembro.
Donizete e ‘Carlinhos’ insistiram para que a reunião seja antes do pleito e ouviram que Rui se empenhará nesse sentido. “O assunto é urgentíssimo”, diz Fábio Marcelo Pimentel, presidente do Sindest.

Guarujá
repudiou

Na sessão de 6 de outubro, a câmara de Guarujá aprovou, por unanimidade, moção de repúdio de seu presidente, Edilson Dias (PT), à reforma administrativa do governo federal.
“A proposta de reforma mantém privilégios de poucos, retira direitos de muitos e abre brecha para perseguição ao funcionalismo”, disse o vereador na abertura da justificativa.

Mais
apoios

E continuam os apoios à luta dos sindicatos de servidores da região contra a reforma administrativa, apresentados por sindicalistas de outras categorias, advogados e diversos segmentos sociais.
Para o presidente do sindicato dos trabalhadores no comércio hoteleiro, bares, restaurantes e similares de Santos, baixada e litoral (Sinthoress), Edmilson Cavalcante de Oliveira, a reforma “é inaceitável”.
“Ela visa diminuir as carreiras públicas, baixar salários dos servidores iniciais, acabar com a estabilidade e ampliar a terceirização. Isso significa destruir o estado”, diz o sindicalista.
Ele acha que haverá transferência dos serviços públicos para a iniciativa privada e diz que “não dá para comparar os dois setores. O setor privado só almeja o lucro. E o setor público produz valor social”.
“Como cidadão, sei que a reforma, se aprovada pelo congresso nacional, reduzirá o acesso da população aos serviços públicos básicos, que terão queda drástica de qualidade”, finaliza Edmilson.

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