Na foto, presidentes e diretores de sindicatos do funcionalismo da região, no legislativo vazio praia-grandense, na sexta-feira

Foi transferido, desta terça-feira (20) para a próxima terça (27), o protesto dos sindicatos de servidores da baixada e litoral na câmara de vereadores de Praia Grande.
Isso porque a 34ª sessão ordinária desta terça (20) será específica para votação do projeto de decreto legislativo sobre as contas da prefeitura relativas ao exercício de 2018.
As sessões que discutem as contas do executivo têm somente essa matéria na ordem do dia. Dessa forma, não haverá expediente dos vereadores, conforme o artigo 195 do regimento interno da câmara.
O protesto seria contra o fato de nenhum parlamentar ter comparecido ao plenário, na manhã de sexta-feira (16), para receber os presidentes e diretores dos sindicatos de seis cidades da região.

Contra a reforma
administrativa nociva

Nem o presidente Ednaldo dos Santos Passos (PSDB) compareceu, apesar de ter garantido ao líder do sindicato local, Adriano Roberto Lopes da Silva ‘Pixoxó’, que lá estaria.
Os sindicalistas falariam aos vereadores sobre os efeitos nocivos da reforma administrativa do governo federal para os servidores, os serviços públicos e automaticamente para a população.
“Não desistiremos da luta”, diz Pixoxó, que comunicou a transferência do protesto aos sindicatos de Santos, Guarujá, São Vicente, Cubatão e Mongaguá, que foram ao legislativo na semana passada.
Segundo ele, os sindicalistas assinarão carta de repúdio ao comportamento dos parlamentares, que será protocolada nos próximos dias. E ofício requerendo a audiência da semana que vem,

Mais
apoios

E continuam os apoios à luta dos sindicatos de servidores da região contra a reforma administrativa, apresentados por sindicalistas de outras categorias, advogados e diversos segmentos sociais.
Para o advogado trabalhista Hélio Stefani Gherardi, a mudança pretendida pelo governo “é um absurdo. Traz apenas prejuízos para os servidores, para o serviço público e principalmente para a população”.
“Os servidores já têm seus direitos vilipendiados há tanto tempo e agora o governo quer tirar sua estabilidade e outras garantias. Quer terceirizar e até ‘quarteirizar’”, diz o advogado.

Combater
os prejuízos

Hélio explica que ‘quarteirizadas’ são as empresas que trabalham para as terceirizadas, como ocorre na telefonia, “o que é um descalabro. Para que isso se o servidor faz o trabalho com qualidade e garantia?”.
O advogado diz lembrar-se que, quando privatizaram a telefonia, usaram o mesmo discurso de que tudo iria melhorar e ficar ótimo. “Mas o que vemos hoje é o contrário. Tudo piorou e ficou mais caro”.
Hélio tem “ressalvas enormes a essa reforma administrativa que, de reforma, não tem nada. Tem apenas prejuízo para a população. Certo está o sindicalismo dos servidores em combatê-la”.

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