Na foto, o candidato a prefeito do PSTU, Luiz Xavier

Se eleito, o candidato a prefeito Luiz Antônio Xavier (PSTU) e a máquina administrativa municipal servirão apenas de apoio para que conselhos populares efetivamente governem a cidade.
Os conselhos serão formados pelo voto exclusivo de entidades populares como sindicatos, associações de bairros e representações estudantis, mas nunca patronais ou empresariais.
“O PSTU quer a cidade para a maioria da população e não para meia dúzia de privilegiados”, disse ele na ‘live’ do sindicato dos servidores estatutários de Santos (Sindest), na noite de terça-feira (13).
O sindicato ouve todos os candidatos a prefeito, desde 4 de setembro, menos Rogério Santos, indicado pelo atual chefe do executivo, Paulo Alexandre Gomes Barbosa, ambos do PSDB.
“Se a maioria da população constrói o orçamento municipal, nada mais justo que ela administre e decida os rumos da cidade. Em Santos, há 24 anos, o mesmo grupo está no poder e os problemas permanecem”, disse.

Eliminar as
terceirizações

Xavier acha um desrespeito os candidatos falarem em bairros pobres e, ao mesmo tempo, endividar a cidade com obras faraônicas e desnecessárias, como o centro de convenções da Ponta da Praia.
Ele lembra que um prefeito de seu partido aplicou o governo popular, por meio de conselhos, em Timóteo (MG), cidade conhecida por alojar uma unidade da siderúrgica Acesita.
“Quem escolheu os secretários municipais foram os servidores, sem cabide de emprego, com base apenas nos interesses da categoria e dos moradores”, explicou o candidato.
Xavier propõe o fim das terceirizações e a convocação de concursos públicos: “Essas organizações sociais que administram a saúde pública são firmas terceirizadas que sangram as finanças”.
A contratação de novos servidores, para substituir os serviços terceirizados fortaleceria, segundo ele, a Capep e o Iprev, respectivamente a caixa de saúde e o instituto de previdência do funcionalismo.

Reforma da
‘rachadinha’

O candidato defende também uma auditoria nas contas da prefeitura como forma de equacioná-las até para atender as reivindicações dos 12 mil servidores da ativa e 4 mil aposentados.
“Vamos acabar com a prática da categoria procurar vereadores para conseguir reclassificações”, disse Xavier, servidor aposentado da prefeitura de Santos. “Precisamos de um quadro de carreiras, isso sim”.
A reforma administrativa de Bolsonaro, que atinge o funcionalismo federal, estadual e municipal, ele considera “um desrespeito ao servidor, ao serviço público e às pessoas mais necessitadas que o utilizam”.
“Essa reforma pretende ser a institucionalização da ‘rachadinha’”, disse o candidato, explicando que os servidores não serão mais concursados, e sim indicados pelos governantes.
“Ela não prejudica militares e desembargadores com salários de até R$ 300 mil, mas apenas professores, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, merendeiras e demais servidores que atendem a população”.

Nesta sexta-feira,
Carlos Paz, do Avante

As ‘lives’ do Sindest com os candidatos à prefeitura de Santos prosseguem nesta sexta-feira (16), desta vez, com Carlos Paz de Souza Castro (Avante).
Nascido em Santos, formado em direito, casado com Andrea Carolina, cirurgiã-dentista, e pai de Rafaella Castro, estudante de direito na Universidade Mackenzie, Paz é analista tributário aposentado.
Quando atuou na receita federal, ele ocupou, por cinco mandatos, a presidência do conselho de delegacias sindicais do Sindireceita SP e a mesa nacional de negociação sindical no ministério do planejamento.
Foi assessor do ministro de assuntos estratégicos Roberto Mangabeira Unger e participou da elaboração de projetos do Ipea (instituto de pesquisa econômica aplicada).
Hoje, Carlos Paz se dedica ao instituto Capaz, formado por entidades de ações sociais relacionadas à previdência, proteção dos animais e comunicação.

Contra
Rogério Santos

As ‘lives’ do Sindest com os candidatos começaram em 4 de setembro, com o representante do PCdoB, Thiago Andrade. Na semana seguinte, foi a vez de Douglas Martins (PT).
Logo depois, o vereador Antônio Carlos ‘Banha’ Joaquim (MDB) foi seguido por Tanah Corrêa (Cidadania), Moysés Fernandes (PV) e Bayard Umbuzeiro (PTB).
Segundo Fábio Pimentel, todos os candidatos serão convidados. “Queremos ouvi-los sobre tudo que diz respeito à cidade e seus moradores”, explica o sindicalista.
O sindicato está em campanha contra o candidato do prefeito porque Paulo Barbosa, segundo o sindicalista “não cumpriu palavras empenhadas com a categoria”.

Próximos
convidados

Vicente Cascione (Pros) estará na ‘live’ no dia 23. E, no dia 30, Márcio Aurélio (PDT). A diretoria do Sindest procura agendar ainda Carlos Alberto de Sá Romano (DC), Ivan Sartori (PSD), João Villela (Novo) e Marcelo Coelho (PRTB).

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