Na foto, o pré-candidato do partido Cidadania à prefeitura, Tanah Corrêa, é o convidado desta sexta-feira

Continuam, nesta sexta-feira (25), às 21 horas, as ‘lives’ do sindicato dos servidores estatutários (Sindest) com os candidatos à prefeitura de Santos. Desta vez, o convidado é o mecânico, engenheiro e diretor teatral Tanah Corrêa (Cidadania).
Athanazildo Corrêa Neto, 80 anos de idade, nasceu em Bauru (SP) e é cidadão santista desde 2005, em título concedido pela câmara, por inciativa do falecido vereador José Lascane.
Formado em artes cênicas pela Universidade Lusíada, de São Paulo, desde 1977 atua no cinema, teatro e televisão. Foi o primeiro secretário da cultura de Santos, na gestão do prefeito Osvaldo Justo.
Foi diretor do sindicato dos artistas e técnicos em espetáculos e diversões do estado de São Paulo. E presidente, vice e diretor financeiro da sociedade brasileira de autores teatrais.
De 2001 e 2006, foi da comissão nacional de incentivo à cultura (Cnic), do ministério da cultura. Presidiu a comissão de finalização do teatro Coliseu, em Santos.

Mecânico
e engenheiro

Antes de ser profissional de teatro, trabalhou como gerente nas empresas de engenharia Natron, Ultratec e Engeneer, comandando cerca de 30 engenheiros em cada uma. Ele cursou a faculdade de engenharia química Oswaldo Cruz. Antes, formou-se mecânico de máquinas na escola técnica estadual Escolástica Rosa.
Nessa época, entre 1970 e 1977, atuava em teatro amador, profissionalizando-se em seguida. Antes disso, foi admitido, aos 19 anos, como técnico de processamento de petróleo na refinaria presidente Bernardes (RPBC), em 1960, por concurso, de onde foi demitido, em 1968, por motivos políticos.

Artista
profissional

Como ator, atuou em ‘Barrela’, ‘Exorbitâncias’, ‘Jesus homem’, ‘O que é bom em segredo é melhor em público’ e ‘O santo inquérito’. Coordenou as oficinas estaduais Pagu e Oswald de Andrade.
Foi dirigido no teatro por nomes como Antônio Abujamra, Flávio Rangel e Plínio Marcos. Na televisão, atuou em seriados, programas de humor e nas novelas ‘Anjo mau’ e ‘O rei do gado’. Em cinema, em ‘O invasor’ e ‘O telepata’. Atuou e dirigiu a expressão vocal de ‘Um copo de cólera’.
No teatro, dirigiu ‘A árvore dos mamulengos’, ‘A maravilhosa história do sapo Tarô Bequê’, ‘Balada de um palhaço’, ‘Barrela’, ‘Canção para Othello’, ‘Concerto para Virgulino sem orquestra’, ‘Cordélia Brasil’, ‘Dois perdidos numa noite suja’, ‘Flicts’, ‘O abajur lilás’, ‘O sonho de Alice’, ‘Os saltimbancos’, ‘Tributo a Mário’ e ‘Viveiro de pássaros’.
Dirigiu peças de autores como ele próprio, Antônio Bivar, Chico Buarque de Holanda, Dias Gomes, Fred Pinheiro, João de Barro, Márcio de Souza, Mário Henrique Leiria, Nelson Rodrigues, Orleyd Faya, Plínio Marcos, Vital Santos e Ziraldo.

Diretor
de atores

Dirigiu atores como Alexandre Borges, André Corrêa, André Valli, Angélica Magenta, Antônio Abujamra, Bárbara Borges, Beth Mendes, Bruna Lombardi, Carmo Dalla Vechia, Cecil Thiré, Cláudia Ohana, Edgar Jordão, Elke Maravilha, Geórgia Piacentini, Grande Otelo, Isadora Ribeiro, João Acaiabe, Jonas Melo, José Moreira, Júlia Lemmertz, Lucieli di Camargo, Luigi Baricelli, Márcio Rosário, Maurício Soares, Miriam Rios, Mônica Torres, Ney Latorraca, Nuno Leal Maia, Paulo Leite, Sandra Barsotti, Sandra Pêra, Sérgio Mamberti, Sheila Carvalho, Sidney Sampaio, Silas Gregório, Telmo Fernandes e Werner Schuneman.
Em 1998, 2008 e 2009, dirigiu mais de mil atores no megaespetáculo na praia da Biquinha, ‘A fundação da vila de São Vicente’. Em 2000, ao lado de José Carlos Serroni, foi curador da exposição ‘Plínio Marcos, um grito de liberdade, no memorial da América Latina, em São Paulo.
Em 2003, dirigiu ‘Tributo a José Bonifácio de Andrade e Silva’. Em 2013, reapresentou a peça com o nome ‘Ópera samba José Bonifácio’. As duas apresentações, pela prefeitura, foram na praça Mauá.
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Enredos
da escola X-9

Em 2008, respondeu pelo enredo sobre Plínio Marcos para escola de samba ‘X-9’, de Santos, campeã do carnaval daquele ano. Em 2011, Tanah foi tema do samba-enredo da mesma escola, também envolvendo Plínio, quando a escola sagrou-se de novo campeã.
Em 2019, voltou a dirigir ‘Barrela’. Atualmente, dirige ‘Mulheres poetas, raízes portuguesas’, que estreou em março de 2019, ambas no centro cultural português de Santos.

Contra o candidato
do prefeito Barbosa

As ‘lives’ do Sindest com os pré-candidatos, sempre às 21 horas de sexta-feira, começaram em 4 de setembro, com o representante do PCdoB, Thiago Andrade. No dia 11, foi a vez de Douglas Martins (PT). E, na semana passada (18) continuou com ‘Banha’ Joaquim (MDB)
Segundo Fábio Pimentel, todos os candidatos serão convidados. “Queremos ouvi-los sobre tudo que diz respeito à cidade e seus moradores”, explica o sindicalista.
O sindicato está em campanha contra o candidato do prefeito Paulo Barbosa, Rogério Pereira dos Santos, do mesmo partido. Fábio diz que Barbosa “não cumpriu palavras empenhadas com a categoria e, portanto, não merece a nossa confiança”.

Próximos
convidados

Em 2 de outubro, será a vez de Guilherme Prado (PSOL), seguido por Bayard Umbuzeiro (PTB), no dia 9. No dia 16, será a vez de Carlos Paz (Avante). Vicente Cascione (PROS) estará na ‘live’ no dia 23. E, no dia 30, Márcio Aurélio (PDT).
A diretoria do Sindest procura agendar ainda Carlos Alberto de Sá Romano (DC), Ivan Sartori (PSD), João Villela (Novo), Luiz Fernando Lobão (PTC), Luiz Xavier (PSTU), Marcelo Coelho (PRTB) e Moysés Fernandes (PV).

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