Candidato a prefeito, na foto, falou em ‘live’ do Sindest, na sexta-feira

Os 12 mil servidores da ativa e 4 mil aposentados de Santos poderão ter um plano de saúde custeado pela prefeitura, no lugar da Capep, a caixa de assistência ao funcionalismo municipal.
A proposta é do vereador Antônio Carlos ‘Banha’ Joaquim (MDB), candidato a prefeito, que participou de ‘live’ do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), na noite de sexta-feira (18).
Segundo ele, se eleito, o plano seria exclusivo para o servidor, sem extensão aos familiares. Mas garantiria o atendimento na rede conveniada, ao contrário do que ocorre hoje com a Capep.
Banha disse que, apesar dos inúmeros convênios da caixa de assistência com hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios, muitos desses estabelecimentos não atendem a categoria.
O motivo da recusa, explicou, são dívidas da Capep com os conveniados. Ele questiona se não é melhor um plano de saúde sem custos para os servidores.

Salários
reajustados

Sobre o reajuste para repor a perda salarial da categoria, Banha diz que “está travado neste ano e em 2021”, por causa da lei complementar 173-2020, do governo Bolsonaro.
A lei proíbe aumentos salariais para os servidores públicos federais, estaduais e municipais até dezembro do ano que vem. O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, lembrou que ela não proíbe reajustes.
Banha ponderou que, antes de tratar do assunto, precisará fazer uma auditoria nas finanças da prefeitura. “Temos que saber primeiro o tamanho da dívida, para não prometer o que não se pode cumprir”.

Rever
contratos

O parlamentar fez várias críticas à atual administração municipal. Sobre a saúde, disse que pretende rever os contratos com as organizações sociais responsáveis pelas unidades de pronto-atendimento (upas).
O candidato defendeu também que, das três ‘upas’ da cidade, pelo menos uma seja administrada diretamente pela prefeitura, sem parceria com a iniciativa provada.
Isso, segundo ele, permitirá que se faça uma comparação de atendimentos e gastos entre elas, usando a de melhor desempenho como parâmetro para as demais.

R$ 1,5 bilhão na
entrada da cidade

Banha criticou a atual gestão pela obra na entrada de Santos que, segundo ele, consumiu R$ 1 bilhão e 500 milhões, contraídos em forma de empréstimo na caixa econômica federal (CEF).
“Essa obra nem era competência da prefeitura, mas sim do governo estadual e das empresas Ecovias (particular) e Dersa (pública). O santista é que acabará pagando a conta”, disse Banha.
Ele também criticou o gasto de R$ 140 milhões na construção do centro de convenções da Ponta da Praia e a isenção de R$ 30 milhões em impostos para o grupo que se interessar em explorá-lo.

Reforma
administrativa

Fábio Pimentel aproveitou a ‘live’ para repudiar a reforma administrativa do governo federal, lamentando que ela permitirá a demissão e contratação de servidores conforme os interesses dos governantes.
“Antes da constituição federal de 1988, era isso que acontecia”, lembrou o sindicalista. “O interesse deixa de ser o do estado, e consequentemente do povo, para ser o dos governantes de plantão”.

Contra o candidato
do prefeito Barbosa

As ‘lives’ do Sindest com os candidatos, sempre às 21 horas de sexta-feira, começaram em 4 de setembro, com o candidato do PCdoB, Thiago Andrade.
Na sexta-feira seguinte (11), foi a vez de Douglas Martins (PT). O candidato do partido Cidadania, Tanah Corrêa, participará do programa desta sexta-feira (25),
Segundo Fábio Pimentel, todos os candidatos serão convidados. “Queremos ouvi-los sobre tudo que diz respeito à cidade e seus moradores”, explica o sindicalista.
O sindicato está em campanha contra o candidato do prefeito Paulo Barbosa, Rogério Pereira dos Santos, do mesmo partido. Fábio diz que Barbosa “não cumpriu palavras empenhadas com a categoria”.

Próximos
convidados

Serão também convidados os candidatos Bayard Umbuzeiro (PTB), Carlos Alberto de Sá Romano (DC), Carlos Paz (Avante), Décio Couto Clemente (Pros), Guilherme Prado (PSol), Ivan Sartori (PSD), João Villela (Novo), Luiz Fernando Lobão (PTC), Luiz Xavier (PSTU), Marcelo Coelho (PRTB), Márcio Aurélio Soares (PDT), Moysés Fernandes (PV).

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