O desrespeito e o desacato ao servidor público no exercício da função vão muito além do lamentável episódio envolvendo um desembargador e um guarda municipal ocorrido em Santos.
Muitas vezes, a agressividade chega à violência física, passando por provocações, sarcasmo, desprezo, assédio, insultos e hostilidade das mais diversas formas, tanto do público quanto de chefes.
Prepotência, intimidações, ‘bullyings’ e perseguições coletivas (‘mobbings’) são normais no serviço público, assim como discriminações religiosas, raciais, sexuais e até por deficiência.
O assunto será esmiuçado em ‘live’ do sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest), às 21 horas desta sexta-feira (24), com transmissão pelo Facebook.
Os presidentes do Sindest, dos sindicatos dos servidores de Guarujá e Praia Grande, Fábio Marcelo Pimentel, Zoel Garcia Siqueira e Adriano Roberto Lopes da Silva ‘Pixoxó’ contarão vários casos.
A ocorrência do desembargador Eduardo Siqueira, que no sábado (18) rasgou a multa de um guarda municipal por caminhar sem máscara na praia de Santos, ganhou as redes sociais e a mídia por vários dias.
“Mas temos centenas de casos diariamente no Brasil inteiro, talvez milhares, envolvendo funcionários públicos das esferas municipais, estaduais e federais”, diz Fábio.
Um caso, segundo ele, partiu do governo Bolsonaro, que congelou por 18 meses os salários da categoria. E do ministro da economia, Paulo Guedes, que diz ter colocado granadas nos bolsos do funcionalismo.
Zoel e Pixoxó lembram que os servidores da saúde e da segurança são dos mais atingidos, embora o problema ocorra em quase todos os setores do serviço público.
“As pessoas confundem o servidor com as políticas dos governantes, normalmente imperfeitas, e atacam injustamente quem está mais próximo”, lamenta Zoel.
Ele pondera que, “na impossibilidade de agredir prefeitos, governadores, presidentes, ministros, secretários e parlamentares, parte da população acaba agredindo os servidores”.

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