Líder do sindicato dos estatutários, Fábio Pimentel, mandou ofício ao presidente do legislativo, Rui de Rosis

O sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest) voltará a tratar da campanha salarial com a prefeitura, depois de mais de três meses de suspensão das negociações.
O primeiro encontro após esse período está marcado para as 15 horas de quarta-feira (8), com o secretário de gestão, Adriano Luiz Leocádio, por meio de videoconferência.
Nesta sexta-feira (3), o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, enviou ofício sobre o assunto ao presidente da câmara de vereadores, Rui Sérgio Gomes de Rosis (PSL).
O sindicalista quis esclarecer a versão corrente no legislativo de que o Sindest seria o responsável pelo encerramento das negociações para o acordo coletivo da data-base de fevereiro.
Isso porque o vereador Carlos Teixeira Filho ‘Cacá’ (PSDB) disse em plenário que o sindicato seria o responsável pela suspensão do diálogo que deixou a categoria sem correão salarial.
Fábio esclarece no ofício, e pede que seja também lido em plenário, que a tratativa foi interrompida pelo próprio Cacá, em 25 de março, quando exercia o cargo de secretário de gestão.

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O então secretário telefonou para Fábio, nessa data, pela manhã, suspendendo a negociação que estava marcada para a tarde, alegando perigo de contaminação pelo coronavírus.
No dia seguinte, o sindicalista propôs a Cacá uma reunião virtual para continuar o diálogo, mas não obteve resposta. “Logo depois, ele largou o cargo executivo para concorrer à reeleição”, reclama Fábio.
“Mais importante que esse diz-que-me-diz, entretanto”, pondera o presidente do Sindest, “é a retomada dos entendimentos nos próximos dias. É disso que a categoria quer saber”.
Ele adianta que espera uma contraproposta “clara, direta e objetiva da prefeitura, sem os subterfúgios utilizados por Cacá até a suspensão unilateral do diálogo”.
Ele diz que, diante da resposta, os servidores terão três alternativas. Primeira, aceitá-la, se for viável. Segunda, preparar uma reação de luta, com paralisações ou greve. E terceira, prejudicar o prefeito nas eleições.

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