Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários, Fábio Marcelo Pimentel

Passados 13 dias da data-base de 1º de fevereiro, sem que a prefeitura de Santos tenha feito proposta para o acordo coletivo de trabalho dos 11.639 funcionários ativos e 4.632 aposentados, o presidente do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, enviou ofício ao secretário municipal de gestão, Carlos Teixeira Filho ‘Cacá’, nesta quinta-feira (13).
O documento requer, “com a máxima urgência”, reunião para negociação da pauta de reivindicações aprovada em 21 de novembro e enviada ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) no dia seguinte. “Acho que ele quer levar a pecha de mau patrão e colocá-la nos ombros de seu candidato a prefeito”, diz o sindicalista. “Nossa paciência chegou ao limite e deveremos tomar medidas drásticas”.
Essas medidas, Fábio proporá em assembleia geral da categoria. No entanto, ele não convocará a assembleia enquanto não houver uma proposta “merecedora de apreciação. Se não for, rejeitaremos em mesa. Nesse caso, chamaremos a assembleia para outras atitudes, marcadas pelo descontentamento. E aí, a categoria tomará providências que certamente não agradarão o prefeito e seu candidato à sucessão”.

Tencionar
na hora certa

O presidente do Sindest lembra que as negociações salariais no setor público, em ano eleitoral, são regidas pelo artigo 73, inciso oitavo, da lei 9.504-1997, e resolução 22.252-2006, do tribunal superior eleitoral (tse). “Os prazos são limitados e o tempo corre contra nós. Daí a urgência apontada no ofício ao secretário de gestão”.
Fábio pondera, entretanto, que “o tempo curto não servirá de pressão sobre os trabalhadores e o sindicato. Não aprovaremos nada precipitadamente. Sem uma boa proposta, sequer faremos assembleia. Se a intenção é nos pressionar por causa do prazo limitado, estão enganados. Tomaremos medidas inesperadas. Saberemos tencionar na hora certa. As surpresas não serão agradáveis para a administração municipal”.
O sindicalista reclama que houve apenas duas reuniões com o secretário de gestão. Segundo ele, “foram conversas sobre números, problemas, possibilidades de avanços aqui e ali, mas sem formatação de contraproposta. E as nossas cobranças foram apenas na informalidade, por telefone, tentando marcar negociação. Agora, formalizamos por meio de ofício. Em breve, chamaremos a categoria”.
Os servidores reivindicam, entre outros pontos, 10% de aumento real, reposição salarial conforme a inflação de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020, cesta-básica de R$ 500 e vale alimentação de R$ 35 diários ou R$ 1.050 por mês.

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