Na foto, o presidente do Sindest, Fábio Pimentel, que chama o prefeito Paulo Alexandre de ‘mal-intencionado’

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), não cumpre o acordo coletivo de trabalho assinado com o sindicato dos servidores estatutários municipais (Sindest).
“Estamos cansados de esperar e ouvir desculpas esfarrapadas”, reclama o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, que requereu audiência ao prefeito, na quarta-feira (2), por meio de ofício.
Na reunião, que ainda depende de agendamento do prefeito, o sindicalista quer tratar primeiramente da pendência com os trabalhadores lotados nos cemitérios Paquetá, Filosofia e Areia Branca.
“Mas esse é apenas um caso”, explica o sindicalista. “O prefeito ainda está em débito com outras categorias, para as quais também já abrimos procedimentos administrativos”.
Caso não resolva os problemas por meio do diálogo, Fábio anuncia que agirá simultaneamente em duas frentes: uma de mobilização da categoria e outra judicial.
No caso de movimentação dos servidores, ele anuncia que a primeira poderá ocorrer no feriado de finados, em 2 de novembro. “Estamos pensando em paralisar as atividades”.

Descaso
do prefeito

Isso, segundo ele, causaria um grande transtorno nos cemitérios, numa data de grande afluência, repercutindo negativamente para a prefeitura.
“Foi justamente para evitar contratempos que requeremos a reunião com o prefeito”, explica. “Caso não dê certo, entraremos com ação judicial de cumprimento do acordo coletivo”.
Os trabalhadores tiveram reunião no sindicato, há poucos dias, e reclamaram bastante. Umas das palavras mais usadas pelos participantes foram ‘descaso do prefeito’.
O acordo coletivo estabelece que Paulo Alexandre mande projeto de lei complementar (plc) à câmara instituindo gratificação de R$ 600 por desempenho de função.
“Esse e outros itens, referentes a alguns setores, também não cumpridos pela prefeitura, induziram o funcionalismo a aceitar a proposta de fechamento da campanha salarial”, pondera Fábio.
“Até agora, passados oito meses da data-base de fevereiro, nada”, reclama o presidente do Sindest. Mais de 100 servidores trabalham nos três cemitérios, exercendo funções para as quais não foram contratados.

Capatazes
com chicotes

O sindicalista diz que começará a campanha salarial de 2020 em meados de novembro e diz que “as pendências têm que ser resolvidas sem mais delongas. O prefeito foi mal-intencionado”.
Além disso, segundo Fábio, os trabalhadores “são obrigados a varrer campas e limpar banheiros, funções que não lhes compete. Só falta um capataz com chicote em cada cemitério”.

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