Na foto, capa de informativo do sindicato divulgando a iniciativa e orientando os servidores a assinarem

O sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest) começa a passar, nesta segunda-feira (22), abaixo-assinado, nos locais de trabalho da prefeitura, endereçado aos vereadores.
Destinado ao presidente da câmara, Rui Sérgio Gomes de Rosis (MDB), e aos outros 20 parlamentares, o documento reivindica rejeição ao projeto de lei que revoga o adicional de titularidade.
O adicional, de R$ 200 a R$ 300 por mês, conforme o nível salarial, é concedido a mais de 50% dos 11 mil servidores e serve para pagarem cursos universitários que possibilitem o benefício.
Para o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, os valores, somados, não cobrem o investimento acadêmico. Ele diz que se trata de “uma covardia” do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
O abaixo-assinado lembra que presidente da câmara prometeu à diretoria do sindicato que se empenhará pela rejeição do projeto de lei da prefeitura contra a gratificação.
“Os demais vereadores também receberam o presidente Fábio Pimentel e outros diretores do Sindest”, diz o documento. “A maioria deixou bem claro que não concorda com o projeto de lei”.

‘Joguem o
projeto no lixo’

“A primeira finalidade deste abaixo-assinado é agradecer a todos pela tomada de posição em defesa do funcionalismo. A segunda é reforçar o pedido dos sindicalistas. Por favor, joguem o projeto no lixo.”
“Esperamos que o projeto sequer seja pautado”, pondera. “E se for, por força regimental imposta pelo prefeito, propomos que seja rejeitado. Desde já, agradecemos pelo empenho de todos os senhores”.
O projeto foi remetido ao legislativo, em 14 de junho, pelo vice-prefeito Sandoval Soares (PSDB). Para o sindicalista, “é um atentado contra a segurança jurídica do direito adquirido”.
A gratificação foi criada pelo ex-prefeito João Paulo Tavares Papa (PSDB), em atendimento a reivindicação do Sindest. “Paulo Alexandre quer transformar o incentivo em plano de carreira vertical”, diz Fábio.
“Se a câmara aprovar o projeto”, diz o sindicalista, “teremos que ir para outro estágio de luta. Num primeiro momento, muito barulho no legislativo. Depois, até greve, se necessário”.
Por enquanto, a matéria está em análise no departamento jurídico da câmara. Só depois será enviada às comissões. Ou seja, não será pautada nas próximas sessões.

Covarde
e sorrateiro

O prefeito Paulo Barbosa “foi sorrateiro e covarde nesse episódio”, diz o sindicalista. “Primeiro, por enviar o projeto ao legislativo em plena sexta-feira de uma greve no país contra a reforma da previdência”.
“Foi covarde porque não teve coragem de assinar o projeto. Ausentou-se do cargo e deixou a ingrata tarefa para o vice-prefeito. Soubemos da medida pelas redes sociais”, finaliza Fábio.

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