Na foto, o aquário municipal, onde, segundo o sindicato, os agentes de
portaria não ganham horas extras nos domingos

Considerado o segundo parque mais importante do estado de São Paulo,
perdendo apenas para o zoológico da capital, o aquário municipal de Santos
“trata seus agentes de portaria a pão e água”.
“Mesmo assim”, diz o presidente do sindicato dos servidores estatutários de
Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, “têm que pagar por isso nos três
domingos obrigatoriamente trabalhados por mês”.
Segundo ele, a prefeitura não fornece o vale-refeição nesses dias, apesar de
obrigar o pessoal a trabalhar sem receber sequer as horas extras garantidas
por lei.
Fábio revela “uma injustiça” na carga horária semanal. O pessoal trabalha
cinco horas diárias, de terça a sexta-feira, mais seis aos sábados,
domingos, feriados e pontos facultativos.
“Parece bom que cumpram 32 horas semanais, não?”, pergunta o diretor de
imprensa do sindicato, Rogério Catarino. “Pena que só tenham uma folga
dominical por mês”.
“Além de trabalhar três domingos”, completa o diretor do Sindest ‘Betinho’
Roberto Damásio, “sem receber horas extras, são considerados com ‘falta’ se
não puderem ir”.

Tudo que os servidores
querem é respeito aos direitos
Rogério e Betinho participam de seguidas negociações com a prefeitura em
busca de solução do problema: “Temos que acabar com esse horário maluco”,
diz Rogério.
Segundo Betinho, os servidores trabalham 25 dias por mês, mas só recebem
vale-refeição referente a 22 dias. “Ou seja, trabalham três domingos sem
vale. Pagam o almoço para trabalhar”.
Outro problema, aponta Rogério, é a falta do adicional de ‘quebra de caixa’
aos que ficam na bilheteria: “Quando ocorre alguma diferença, eles têm que
pagar do próprio bolso”.
Em reunião com os servidores, os sindicalistas combinaram de fazer uma
proposta de escala que será entregue à prefeitura, para avaliação.
“Esperamos que a administração aprove”, diz Betinho.
“Tudo que eles querem é respeito às suas atribuições e que seus horários
obedeçam à legislação, para não perderem as horas extras e o descanso
remunerado”, pondera Rogério.

Meio milhão de
visitantes por ano
Trabalham no aquário sete servidores na administração, três na manutenção,
três tratadores, dois veterinários, dois educadores ambientais, um biólogo e
um coordenador.
Fundado em 1945, o aquário recebe 500 mil visitantes por ano. A maior e mais
recente reforma foi em 2006. Ele tem 31 tanques, com 200 espécies.
O ingresso custa R$ 8. Fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, sem número, na
Praça Vereador Luiz La Scala, Ponta da Praia, fone 13 3236-9996

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