Na foto, página frontal de recente tabloide do sindicato sobre a situação da caixa de saúde do servidor

“Que a prefeitura quer privatizar a Capep (caixa de assistência ao servidor público municipal) não é segredo. Mas dizer que isso acontecerá agora em novembro é querer enganar e assustar a categoria”,
A declaração é do presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, referindo-se a boato nas redes sociais sobre o fechamento da Capep no mês que vem.
Segundo ele, para encerrar as atividades da Capep, a prefeitura precisa enviar projeto de lei à câmara e adotar uma série de medidas que demandariam alguns meses.
“Haveria muito debate e polêmica, apesar do prefeito (Paulo Alexandre Barbosa PSDB) ter maioria no legislativo. Afinal, a Capep tem a ver com mais de dez mil servidores e 30 mil vidas”, pondera Fábio.
O sindicalista lembra que estamos em outubro e que não há nenhum projeto nesse sentido no legislativo. “O autor do boato força a barra para fazer a categoria massa de manobra”.
“Isso é coisa de maluco, do quanto pior melhor. Mas vamos verificar. A verdade é que a vontade da administração é sucatear paulatinamente a Capep para terceirizá-la”, diz o presidente do Sindest.

Dívida superior
a R$ 10 milhões
Fábio volta a criticar a suspensão do atendimento aos servidores, desta vez no hospital Frei Galvão. No mês passado, o sindicato denunciou a suspensão do atendimento na Santa Casa.
“Cobramos providência da prefeitura, na primeira quinzena de setembro, e o atendimento foi restabelecido. Estranhamente, o autor do boato desta semana disse naquela oportunidade que mentíamos”.
“Agora”, continua o sindicalista, “com o Frei Galvão, a prefeitura dá mais um passo para desacreditar a Capep e acabar com o atendimento à saúde do funcionalismo”.
Apesar de considerar presidente da caixa, Eustázio Alves Pereira, “um péssimo administrador”, Fábio garante que “o maior culpado é o prefeito, que não repassa à autarquia as verbas de lei”.
Segundo ele, a Capep deve mais de R$ 10 milhões a hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde porque não recebe as mensalidades devidas pela prefeitura.
“Infelizmente, talvez por causa das eleições deste mês, a prefeitura parou de negociar com o sindicato soluções para os problemas da Capep. Na verdade, não há o que negociar. Precisa é pagar”, reclama.

Caixa-preta
desconhecida
Em julho de 2017, a Santa Casa e outros hospitais da cidade suspenderam o atendimento pelo mesmo motivo. “Até quando?”, perguntava o sindicalista.
Fábio adianta que procurará de novo o ministério público, que já abriu inquérito anteriormente. Para ele, a Capep “é uma caixa preta que não conhecemos”.

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.

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