Dívida superior a R$ 10 milhões e calotes que chegam a seis meses transformam a vida dos servidores num pandemônio
Na foto, Preocupadíssimo com o sofrimento do funcionalismo santista e sua família para manter um precário atendimento à saúde, presidente da Capep degusta um suco em refeição na Espanha
.
Agoniado com a situação financeira da caixa de assistência ao servidor público municipal (Capep), seu presidente, Eustázio Alves Pereira Filho, se desespera na primavera europeia.
Em um chique restaurante de Santiago de Compostela, noroeste da Espanha, ele estampa toda sua preocupação, em foto no Facebook, com a dívida da caixa superior a R$ 10 milhões.
Eustázio não conseguiu dormir, na calorenta noite espanhola, pensando nos mutuários que reclamam ao Sindest não poder pagar mais de R$ 3 mil a alguns oftalmologistas em cirurgias de catarata.
Talvez ele tenha ido aos caminhos de Santiago para se penitenciar das mentiras que contou ao tribunal de contas do estado de São Paulo (Tce) sobre o relatório fiscal de 2016.
Pode ser também que esteja tentando se redimir perante Deus pelas brigas com o sindicato sobre a falta de atendimento da família servidora na Santa Casa e outros
hospitais.
O jurídico da Capep está cada vez
mais inundado de ações por parte de mutuários
que exigem a prestação do serviço de saúde que a instituição se propõe a fazer, mas não faz.
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Calote
A questão das cirurgias de catarata é uma vergonha. Se o paciente não pagar, o oftalmologista não opera. E as lentes disponibilizadas são de baixíssima qualidade.
A Capep e a prefeitura negam que isso
aconteça, mas a verdade é que acontece. O sindicato tem inúmeros depoimentos de associados. E quem não aceita é condenado à cegueira.
Como não bastasse, tem ainda a demora na prestação dos serviços. O limite de tempo é levado ao insuportável, ultrapassando até mesmo a morosidade do sistema único de saúde (Sus).
Os problemas são muitos, para os mutuários que pagam pelo serviço de forma solidária, por meio de contribuição compulsória, ao contrário do que acontece no Sus, e ainda sofrem sobretaxas.
Eram melhores os tempos em que o turista Eustázio viajava Brasil afora, representando o prefeito, e apenas ostentava
o título de presidente da Capep, deixando o gerenciamento para quem realmente conhecia.
A gestão, nessa época, sem sua nefasta interferência, feita por gente conhecedora do riscado, chegou a deixar a Capep com reserva técnica superior a R$ 2 milhões.
Hoje, impera a prática do calote, com atrasos de cinco a seis meses para a Capep honrar compromissos. O Sindest torce para que Eustázio fique para sempre na Europa. Sem remuneração, é claro.

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