Na foto, dois buracos no teto da unidade de saúde, por onde entra chuva que molha os pacientes

Cobras na quadra de esporte, móveis perdidos, muro derrubado, professores puxando água com rodo, telhas e vigas prestes a cair em alunos e funcionários, parafusos e ganchos soltos.
O descaso e o abandono tomaram conta da escola municipal compartilhada Ricardo Sampaio Cardoso ‘Judoca’, no bairro Caruara, de Santos, na área continental do município.
O quadro pintado por dois diretores do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), que estiveram no local, semana passada, é desolador, perigoso e constante.
Pedro Rodrigues da Matta e Lenina Bento da Silva relatam que o muro providenciado pelo diretor municipal da escola, para impedir a entrada da água, foi demolido pela diretora estadual.
Eles desconhecem o motivo da demolição, mas viram que a água do braço de mar que passa atrás da escola invade suas dependências quando chove muito ou a maré sobe.

Cobras
“Nesses casos”, diz Pedro, “todas as atividades do colégio ficam inviabilizadas”. Lenina ficou “assustada” ao ouvir dos funcionários a respeito das cobras que aparecem na quadra esportiva, vindas com a água.
A sindicalista viu que os parafusos e ganchos que seguram as telhas nas vigas estão prestes a se soltar, com risco de desabamento em cima dos alunos, professores e funcionários.
Lenina constatou ainda que a pia da cozinha está na altura da coxa das funcionárias, pois ficou muito baixa quando subiram o piso do local. No banheiro, não há instalação elétrica e a lâmpada precisa de extensão.
Ela e Pedro souberam também que os dois funcionários de plantão na portaria não são porteiros. Pior, um tem mais de 70 anos e o outro tem problema nas pernas. Segundo eles, são precisos três porteiros.

Policlínica
Eles aproveitaram a ida ao bairro e verificaram que também há problemas na policlínica ao lado da escola. O pior deles são dois grandes buracos no teto, por onde entra água de chuva.
Lenina e Pedro ouviram do presidente da sociedade de melhoramentos do bairro que uma parte do teto caiu em janeiro de 2017 e que até agora não foram feitos os reparos necessários.
A caixa d’água está 15 centímetros longe da parede e, quando cheia, vaza nas dependências internas. Por isso, o teto ficou estufado e pode cair em cima das pessoas. A recepção foi para um espaço mínimo.

Creche
Há problemas também na creche Noé de Carvalho, onde a quadra é descoberta, obrigando as crianças a brincarem ao sol. Os brinquedos, sem manutenção, estão estragados pela água do braço de mar.

Sucateamento
Por meio de ofício, o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, relatará os problemas ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e ao secretário de educação, Carlos Alberto Ferreira Mota.
“Os professores, funcionários e alunos esperam que os problemas sejam resolvidos”, diz Fábio. “Queremos o fim do constante sucateamento dos serviços municipais”.

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.

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