O atendimento no complexo municipal de saúde da zona noroeste de Santos melhorará, nos próximos dias, pelo menos no que diz respeito à jornada de trabalho dos servidores.
Os cerca de 300 trabalhadores do hospital Arthur Domingues Pinto, do pronto-socorro e da maternidade Silvério Fontes terão o pagamento correto de horas extras.
A decisão foi tomada pelo secretário municipal de saúde, Fábio Ferraz, após três reuniões com diretores do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), acompanhados de comissão da categoria.
O banco de horas, expediente de acumulação de extras desaprovado por todas as categorias de trabalhadores dos mais diversos setores do país, deixará de existir noda zona noroeste.
Os servidores dos três equipamentos não terão mais os limites de carga horária impostos por decreto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que será desconsiderado em caso de recursos humanos (rh).
Na falta de funcionários, segundo o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, poderá ser convocado qualquer servidor, ainda que ele já tenha ultrapassado os limites impostos pelo decreto.
Nesse caso, explica o sindicalista, o tempo trabalhado a mais, no complexo da zona noroeste, será pago como horas extras, inclusive nos domingos e feriados.
O decreto, segundo Fábio Pimentel, prevê o pagamento de apenas 20 horas extras por mês. As horas que ultrapassam esse limite vão para o banco de horas, o que não mais acontecerá na zona noroeste.
Outros problemas
O decreto determina ainda que o funcionário da saúde faça apenas dois plantões de 12 horas por mês. Dessa forma, o servidor trabalha 24 horas e recebe apenas por 20, conforme imposição do decreto.
O diretor jurídico do sindicato, Josias Aparecido Pereira da Silva, diz que as negociações “colocam a jornada de trabalho no patamar que a categoria merece”.
Também segundo-secretário do conselho municipal de saúde, Josias explica que a revogação das limitações fez prevalecer a necessidade da escala para recomposição do quadro.
O secretário do sindicato, José Antônio Ferreira, pondera que a medida “foi adotada em boa hora, quando a população flutuante da cidade aumenta consideravelmente por causa da temporada de verão”.
Segundo Ferreira, a média de atendimento diário no complexo, nos demais meses, é de aproximadamente mil pessoas, “número que aumenta consideravelmente nesta época do ano”.
Fábio, Josias e Ferreira destacam, no entanto, que o complexo continua precário na estrutura física e na falta de insumos para atendimento satisfatório.
Insegurança
Um desses problemas, referente à segurança, segundo eles, o secretário de saúde promete minimizar nos próximos 20 dias, com a instalação de câmeras de vigilância.
Josias lembra que a insegurança é grave e lembra um episódio recente, quando um paciente, após ser atendido, sacou um revólver e assaltou a servidora que o atendeu.
Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação e fotos: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.
Siga e Compartilhe
0

Sem Comentários

Você pode postar primeiro comentário resposta.

Deixe Um Comentário

Por favor, insira seu nome. Digite um endereço de e-mail válido. Digite uma mensagem.