O sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest) convoca a categoria para um ato público, às 16 horas de sexta-feira (27), na avenida Paulista, 2.163, na capital, diante do escritório da presidência da república.
Estarão presentes sindicatos de servidores e de outras categorias, filiados a diferentes centrais, em protesto contra as políticas trabalhistas, previdenciárias e sociais dos governos federal de Michel Temer (PMDB) e estadual de Geraldo Alckmin (PSDB).
O estopim para a convocação do ato público foi o projeto de lei 920-2017, apresentado pelo governador, em regime de urgência, à assembleia legislativa (Alesp), em 5 de outubro, que formaliza a negociação da dívida do estado com a união.
Classificado como o ‘pl da maldade’, o projeto pretende congelar os salários, as evoluções funcionais, quinquênios e adicional conhecido por sexta-parte dos servidores públicos estaduais por dois anos. E visa também restringir investimentos em serviços públicos.
Dirigente da nova central sindical dos trabalhadores (Ncst), o presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, diz que o movimento não se restringe ao funcionalismo estadual e organiza caravanas de sindicatos do interior para a manifestação.
Fim do mundo
O protesto foi marcado na audiência pública da Alesp, na terça-feira (17), com participação de dezenas de sindicatos das centrais Ncst, Conlutas, Csp, Ctb, Cut, Intersindical e Pública. Mais de 300 trabalhadores e sindicalistas estavam presentes.
Para Fábio, o ‘pl’ de Alckmin “é uma cópia da ‘pec’ (proposta de emenda constitucional) 55, de Michel Temer, mais conhecida por ‘pec do fim do mundo’, que congela os gastos com o serviço público federal por 20 anos, já aprovada pelo congresso nacional”.
Em São Paulo, explica o sindicalista, o projeto, “se aprovado, congelará as chamadas ‘despesas primárias’, que, na verdade, são os serviços públicos sociais em saúde, educação e segurança, para citar apenas três exemplos”.
O presidente do Sindest pondera que “a redução de gastos com pessoal resultará em menos profissionais no atendimento à população e no congelamento salarial, aprofundando o caos em que se encontram os serviços públicos estaduais”.
Fábio condena “o grande arrocho salarial imposto aos servidores, nos últimos anos, além dos cortes sistemáticos nos investimentos sociais”. E reclama que “o governador manteve intocados os negócios e lucros dos grandes empresários e banqueiros”.
Ricos e pobres
Segundo ele, as isenções fiscais de impostos que o governo deixou de arrecadar, entre 2010 e 2016, causaram perdas de R$ 92 bilhões ao estado. Somente em 2017, a cifra foi além de R$ 10 bilhões, segundo números do tribunal de contas do estado (Tce).
“Enquanto Alckmin deixa os ricos cada vez mais ricos, na certa angariando benesses com isso, torna os pobres cada vez mais carentes de serviços básicos que o estado tem obrigação constitucional de oferecer”, lamenta o presidente do Sindest e dirigente da Ncst.
Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação e fotos: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.
Siga e Compartilhe
error0

Sem Comentários

Você pode postar primeiro comentário resposta.

Deixe Um Comentário

Por favor, insira seu nome. Digite um endereço de e-mail válido. Digite uma mensagem.