Em 2017, os trabalhadores não tiveram motivos para comemorar o 1º de maio. Sofreram ataques sem precedentes em seus direitos, com mais de 100 modificações na consolidação das leis do trabalho (clt).
O aumento do desemprego e a queda salarial põem os sindicatos na ofensiva, firmes na luta contra os abusos do governo Temer e seus aliados no congresso nacional.
O momento requer profundo trabalho de conscientização. É necessário e urgente chamar a atenção da sociedade para a situação do país e denunciar a política nefasta do governo.
A imprensa disse que não, mas a greve de 28 de abril foi um sucesso, com adesão superior a 30 milhões de trabalhadores. Foi a maior manifestação dos últimos 30 anos.
Os adversários apostavam na letargia que infelizmente havia atingido o movimento sindical. Mesmo que no primeiro momento eles vençam, não aceitaremos a derrota passivamente.
Organizar uma reação nacional, resistir e não aceitar as mudanças deixou de ser uma necessidade e se tornou uma obrigação dos vulneráveis e desprotegidos do capitalismo.
No 1º de maio, não tivemos motivos para festejar, mas tivemos o orgulho de comemorar o grau de solidariedade e êxito que obtivemos com a greve geral.

Esse texto da Nova Central Sindical dos Trabalhadores foi produzido especialmente para o jornal do Sindest.

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