Orgulhosamente, diretores e militantes do nosso Sindest estavam entre as mais de 100 mil pessoas que ocuparam Brasília, na quarta-feira (24), contra as reformas trabalhista e da previdência.
‘Pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro’ era uma das frases amplificadas pelas dezenas de carros de som de sindicatos e centrais que tomaram a esplanada dos ministérios.
Quem esteve lá constatou um mar de gente, todos de forma pacífica, mas corajosa, gritando palavras de ordem contra as reformas, pela renúncia de Michel Temer e por eleições diretas.
Infelizmente, o governo preferiu atacar violentamente os manifestantes. E o que se viu foram pessoas gravemente feridas, inclusive um jovem que perdeu a mão direita.
De seis helicópteros, a repressão jogava bombas sobre os manifestantes, onde havia pessoas de idade bastante avançada e mesmo assim dispostas a lutar pelos direitos do povo.
Em meio às correrias para fugir dos ataques, os manifestantes tossiam, com o peito ardendo, vistas lacrimejando, apenas por defender seus direitos e de milhões de pessoas que não estavam lá.
Nossos repórteres fotográficos Caio Gabriel e Fabrício Costa mostram aqui um pouco do que aconteceu naquela tarde que entrou para a história do Brasil.
O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, que também correu das bombas e por pouco não foi agredido pela polícia militar, junto com outros diretores, aguarda o desenrolar dos fatos.
“Vamos ver quais os próximos passos que as centrais indicarão”, diz ele. “Com certeza, a luta não terminou nesta semana. Ao contrário, crescerá nos próximos dias”.
(Paulo Passos)

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