Presidente do Sindest Santos, Fábio Pimentel propõe que centrais processem secretaria de segurança pública paulista

As polícias militares de diversos estados brasileiros praticam linchamento de trabalhadores, sindicalistas e estudantes, contrariando sua função de garantir a segurança pública.
A ponderação é do presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, que propõe medidas judiciais contra os estados.
“Apesar de eu não ter sido agredido, nem a diretoria do Sindest e nem algum servidor municipal, algo precisa ser feito, para evitar que se repita o que aconteceu com o companheiro ‘Miro’”.
O ‘Miro’ a que se refere Fábio Pimentel é o presidente do sindicato dos operários portuários de Santos (Sintraport), Claudiomiro Machado, que foi espancado junto com outros trabalhadores.
“Há inclusive um portuário que corre risco de perder a visão de uma vista”, lembra o presidente do Sindest, que aponta também o caso de um jovem de Goiânia.
É o estudante de ciências sociais da universidade federal de Goiás (UFG) Mateus Ferreira, 33 anos, internado em estado grave, respirando por aparelhos, segundo boletim médico divulgado neste sábado (29).

 

Guerra civil

O sindicalista lembra também a perseguição violenta a grevistas e manifestantes no Rio de Janeiro e outros episódios em diversos pontos do Brasil: “Isso precisa ter um basta”.
Fábio acredita que, “diante da intransigência do governo Temer com as reformas trabalhista e previdenciária, os protestos e greves se acentuarão país afora. E a polícia não poderá mais agir assim”.
“Foram 40 milhões de trabalhadores parados na sexta-feira e o número tende a aumentar, em defesa da legislação trabalhista e previdenciária que o governo ultraliberal quer extinguir”, diz ele.
“Se a polícia continuar agindo com essa violência, estimulada por governadores em conluio com o presidente Temer e um congresso nacional sem legitimidade, viveremos uma guerra civil”, prossegue.
Na próxima reunião das centrais, para organizar a continuidade da luta, Fábio proporá medidas judiciais contra a secretaria de segurança pública paulista.
Em nota, ele destaca a atuação dos sindicatos de trabalhadores rodoviários de todo o país na greve, “determinante para o sucesso do movimento”.

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino. Redação: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.

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