O secretário de gestão da prefeitura de Santos, Carlos Teixeira Filho ‘Cacá, foi ao sindicato dos servidores estatutários municipais (Sindest), na manhã desta sexta-feira (31), entregar proposta salarial para a data-base de fevereiro.
Foi a mesma proposta apresentada aos vereadores, na quinta-feira (30), em forma de minuta, e não como projeto de lei: abono de 2% ao mês, entre 1º de julho e 30 de setembro. E 5,35% ao mês, entre 1º de outubro e 30 de novembro. Em 1º de dezembro, os 5,35% seriam incorporados aos vencimentos.
O valor do auxílio-alimentação dos servidores que cumprem jornada semanal de 30 a 40 horas seria de R$ 422,40, reduzido em 50% para aqueles com jornadas entre 20 e 30 horas por semana. A cesta básica seria de R$ 263,40. Os reajustes seriam retroativos a fevereiro.
O reajuste e o abono não seriam aplicados nos salários dos cargos comissionados de livre provimento, mas valeriam sobre o salário-base dos servidores estatuários ocupando cargos em comissão. O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, agradeceu a visita de Cacá, mas rejeitou a proposta.
“Ela está abaixo do que reivindicamos”, disse o sindicalista ao secretário. Mesmo assim, Fábio comprometeu-se a levá-la para debate e votação em assembleia, desde que o abono seja retroativo a 1º de fevereiro, data-base da categoria.

Rei ou imperador
O sindicalista disse ainda ao secretário do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que, mesmo mandando a proposta ao legislativo, em forma de projeto de lei, o sindicato “não dará a campanha salarial por encerrada”.
“O prefeito não é rei nem imperador”, ponderou Fábio a Cacá. “Ele manda na cidade por representatividade de voto e tem que se submeter ao regime democrático de direito. Embora não haja lei que o obrigue a negociar reajuste e demais reinvindicações da campanha salarial, manda o bom tom democrático que ele assim proceda”.
O sindicalista mandou ofício à câmara, com duras críticas a Paulo Alexandre, por sua ameaça de interromper as negociações e resolver o impasse através de projeto de lei, sem aval dos sindicatos. E requereu aos vereadores que não o aprovem, caso recebam a mensagem oficial do executivo, com justificativas e discriminações de verbas.
“O fato do secretário ter ido ao sindicato denota alguma consideração, mas isso não impende que demonstremos contrariedade ao ferimento que ele vem causando à dignidade do funcionalismo”, diz Fábio.

Aposentados
Outra condição para o sindicalista levar a proposta do prefeito à assembleia é a extensão da cesta-básica a todos os aposentados, e não apenas aos que recebem até três salários mínimos

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor de imprensa: Rogério Catarino. Redação: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.

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