Sindest denunciará ao MPT condições de trabalho no serviço social da prefeitura.

Servidores não recebem por horas extras e estão sujeitos a doenças contagiosas como tuberculose e sarna.


O sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest) prepara ofício ao ministério público do trabalho (MPT) para denunciar condições precárias nos abrigos da secretaria de ação social da prefeitura de Santos.
Entre os fatores apontados, está o risco de servidores serem contagiados por doenças como tuberculose, sarna, aids e pneumonia diagnosticadas em usuários do serviço público, pois os locais são inadequados para o atendimento e insalubres.
Segundo o presidente em exercício do sindicato, Ariovaldo Vasconcelos ‘Ari’, “todos os abrigos estão em péssimas condições de conservação. São locais horríveis, onde o pessoal trabalha em condições adversas por falta de estrutura e de investimentos”.
Ele reclama da “falta de amparo sanitário” e diz que “os ambientes são propícios à proliferação infectocontagiosa. Não há material de limpeza, cadeiras, copos, talheres, nada. Nem ventilação. O que existe muito é fio desencapado”.
O diretor jurídico do Sindest, Josias Aparecido da Silva, acrescenta que, “desse jeito, a prefeitura não resolve o problema da população necessitada de atendimento social e ainda expões os pouquíssimos servidores lotados nos abrigos a condições patogênicas”.
“Há um verdadeiro entra e sai de pessoas doentes nesses locais, que se transformaram em verdadeiros depósitos de gente, propícios à proliferação contagiosa de patologias graves. O serviço não atende satisfatoriamente a população e oferece risco os servidores”, diz Josias.

Trabalho
A essência do ofício ao MPT, porém, não serão as condições adversas à saúde do funcionalismo, mas sim irregularidades trabalhistas como o não pagamento de horas extras, jornadas excessivas de trabalho e perseguições aos reclamantes.
“A secretaria só comete ações sociais do balcão para fora e, mesmo assim, precariamente. Do balcão para dentro é uma verdadeira opressão social”, adverte o presidente Ariovaldo.
Segundo ele, os funcionários “são perseguidos e obrigados a trabalhar de graça, quase uma escravidão. Num quadro reduzidíssimo, o pessoal trabalha aos sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, sem receber horas extras”.
O diretor Josias completa que, quando os profissionais reclamam “dessas condições absurdas, são perseguidos. A chefia muda os horários e os coloca cada dia num local diferente, numa punição descabida e arbitrária”.
Além dos problemas enfrentados pelos operadores sociais, segundo Ari e Josias, também os motoristas trabalham em péssimas condições, em jornadas de 12 por 36 horas, sem folga semanal e sem receber o domingo e o feriado trabalhado.
Os sindicalistas denunciam que já levaram o assunto várias vezes aos secretários municipais de gestão e de ação social. “Eles sabem que o trabalho se dá de forma ilegal, mas nada fazem para resolver os problemas”, finaliza Ari.

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente em exercício: Ariovaldo Vasconcelos. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação e fotos: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.
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