Sindest volta a pedir exoneração
do comandante da guarda municipal

O Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) requereu mais uma vez, ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), a exoneração do comandante da Guarda Municipal, coronel reformado da polícia militar Flávio de Brito Júnior.
O presidente em exercício do sindicato, Ariovaldo Vasconcelos ‘Ari’, enviou ofício ao prefeito, nesta sexta-feira (29), reclamando da “complacência” do coronel em relação à insegurança enfrentada pelos guardas nos locais de trabalho.
No final de abril, o presidente hoje licenciado do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, havia feito a mesma sugestão a Paulo Alexandre, por causa de agressões sofridas por seis guardas, na madrugado do dia 28 daquele mês, na Zona Noroeste, por parte de marginais.
As solicitações de Fábio e de Ari foram enviadas também aos secretários municipais de segurança, Sérgio Del Bel, e de gestão, Fábio Alexandre Ferraz. Segundo Ari, “as condições de trabalho da guarda são as piores possíveis, com aval do comando da corporação”.
Segundo o sindicalista, “os policiais agredidos não têm nenhum acompanhamento ou apoio do comandante. Continuam trabalhando nas mesmas condições. No horto, onde vários guardas já foram roubados, apenas um permanece numa guarita sem condições de segurança”.
“A corporação é carente de um comando que não apenas mande, mas que tenha um projeto de segurança para a categoria e para o município”, reclama o sindicalista. “Não temos nenhum debate interno com a sociedade nesse sentido”.
“O que há são coronéis aposentados ocupando todas as pastas da secretaria de segurança”, pondera Ariovaldo. Segundo ele, a lei 13. 022-2014 deu um prazo de dois anos, a expirar agora em agosto, para os municípios adequarem suas guardas à legislação.

Sem estrutura
Em Santos, conforme o presidente do Sindest, “os coronéis sequer compareceram aos eventos, numa demonstração de desleixo em relação à segurança municipal. Estamos prestes a vivenciar uma tragédia anunciada e a prefeitura nada faz”.
Ari reclama que a prefeitura não tem estrutura psicossocial para apoiar os guardas vítimas de violência e questiona o projeto de armar alguns deles. “Para isso, é preciso um projeto sério e discutido principalmente com a corporação”.
Segundo ele, o processo administrativo 135064-2013-91, em que o Sindest propõe uma estrutura de atendimento aos guardas, “foi engavetado em 2013. Exigimos resposta imediata do prefeito e a demissão do coronel, que já tem sua gorda aposentadoria e precisa abrir espaço a quem tem pensamento contemporâneo para o setor”.

Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest, filiado à Fupesp e NCST).
Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br .
Presidente em exercício: Ariovaldo Vasconcelos. Diretor de imprensa: Rogério Catarino.
Redação e fotos: Paulo Passos MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP.
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